sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Luta do Bem contra o Mal

A Rede Globo tem noticiado a quase guerra civil no Rio de Janeiro como uma luta entre o bem e o mal, na tentativa de legitimar todas as ações do poder público nas comunidades pobres, ainda que nessas ações se inclua chacinas e massacres em grande escala.

É certo que aquelas comunidades, relegadas ao longo do tempo à própria sorte, insurgem como uma grande ameaça à segurança das pessoas de bem, principalmente das pessoas com alto poder aquisitivo, alvo do desespero dos miseráveis. E isto não é nenhuma novidade, haja vista ser um assunto insistentemente debatido pelos cientistas sociais.

A vulnerabilidade, a fome, a miséria, o desrespeito, o desemprego, o acúmulo das riquezas para uma pequena minoria, a falta de oportunidades, a falta de perspectiva nas comunidades fazem algumas pessoas ver no tráfico de drogas a sua própria sobrevivência. E é pela sobrevivência que todos lutamos desde quando nascemos.

A indiferença do poder público criou monstros e agora quer matá-los, já que não pode prendê-los. E nós, sociedade, não podemos aceitar um massacre social, ainda que, nas palavras de Fátima Bernardes e William Bonner (que recebem milhões para apresentar um jornal), sejam ‘bandidos’, ainda que sejam errados, pois antes de qualquer julgamento que possamos fazer, não devemos esquecer que são pais de família, são jovens e são seres humanos.

Roubando um pano de prato

No dia 24 de novembro, ao adentrar uma loja da capital presenciei o flagra de um roubo. Uma mulher tentara roubar um pano de prato numa tapeçaria. Ela estava gestante de aproximadamente 7 meses. O vendedor que a surpreendeu tentando realizar o furto pediu que ela se retirasse da loja e começou a agredi-la verbalmente. A mulher, muito agressiva e bem pouco intimidada, o agredia na mesma proporção e nós, clientes, observávamos a situação. Após o episódio, os comentários. Para alguns era uma bandida, para outros, uma marginal, e nas palavras do vendedor uma “ sem vergonha”, para outros era apenas uma mulher que queria um pano de prato.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Maranhão no Espaço

Tem sido comum na mídia maranhense falarem sobre as grandes invenções de maranhenses
Um celular que informa quando o ônibus está chegando (que inovação!)
Um fogão solar (quer coisa mais prática?)
Um telefone público solar (ual!)
Por último um ônibus solar...
Já estamos quase explorando o espaço
Só falta medir a capacidade do Sol para tanta invenção...

O que é surpreendente diante de tanta criatividade
É que ninguém pensa em criar o óbvio

Não existe no mercado maranhense sequer um fogãozinho de duas bocas pra cozinhar um peixinho
Ou uma geladeirazinha estilo caixa de isopor que gele e conserve os alimentos
Ou um telefone público simplesinho para as ligações
Ou um celularzinho tijolinho para falar com um amigo
Porque não existe produtos maranhenses no mercado?

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www.elianarose.blogspot.com